O petróleo e o gás estão hoje a afundar, com os mercados a apostar num fim rápido da guerra EUA-Irão, depois de várias declarações de Donald Trump que trouxeram garantias, para já, de que o ‘ouro negro’ vai voltar a jorrar do Golfo Pérsico para o mundo.
O petróleo está a recuar 16% para 83 dólares, com o gás a descer mais de 19% para 45 euros/MWh.
Ao 11º dia de guerra, os EUA e Israel voltaram a bombardear o Irão sendo os “mais intensos” até agora do conflito, segundo conta a “Reuters” com base no relato de testemunhas no terreno.
Por parte da Casa Branca, ficou o aviso de que a guerra não vai terminar até “o inimigo estar totalmente e decisivamente derrotado”, segundo o ministro da Defesa Pete Hegseth, garantindo que só termina quando Trump decidir.
Na segunda-feira foi a vez de Donald Trump dizer que a guerra “está praticamente concluída”.
O presidente também afirmou que a Marinha dos EUA está preparada para “escoltar petroleiros pelo estreito, se for necessário. Espero que não seja, mas se for, vamos escoltá-los”, afirmou.
A maior exportadora mundial de petróleo avisou hoje para as “consequências catastróficas” do encerramento do estreito de Ormuz, segundo a petrolífera estatal saudita Saudi Aramco.
“Vão existir consequências catastróficas para os mercados globais de petróleo, e quanto mais durar a disrupção, mas drásticas serão as consequências para a economia global”, segundo o presidente da Aramco, Amin Nasser citado pela “CNN”.
A Guarda Revolucionária do Irão voltou a avisar que irá bloquear o tráfego de petroleiros no estreito de Ormuz a não ser que os bombardeamentos parem.
Depois de Teerão ter nomeado o filho de Ali Khamenei como novo Líder Supremo do país, o regime continua a adotar um tom desafiante para com os EUA.
“Certamentos, não estamos a ver um cessar-fogo; acreditamos que o agressor deve ser atingido na boca para que aprenda a lição e nunca mais pense em atacar o querido Irão”, segundo o porta-voz parlamentar Mohammad Baqer Qalibaf.
Já a Guarda Revolucionária avisou que não vai permitir que um “único litro” de petróleo do Médio Oriente chegue aos EUA e aos seus aliados enquanto os ataques continuarem. “Somos quem vai determinar o fim da guerra”, segundo o porta-voz.