O primeiro-ministro de São Tomé e Príncipe acredita que pode gerar parcerias, designadamente no turismo sustentável, a sua participação na cimeira da União Africana (UA), onde disse que não abordou a situação política no país.
Em declarações aos jornalistas à margem da cimeira, que terminou este domingo, Américo Ramos, valorizou os encontros bilaterais, entre outros com parceiros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) – os Presidentes de Angola, João Lourenço, e de Cabo Verde, José Maria Neves – mas disse que não discutiu em Adis Abeba a “questão parlamentar, que está resolvida”, como resumiu a situação.
“É uma questão que nós não abordámos, porque é uma questão resolvida, uma questão parlamentar que surgiu, mas está resolvida, por isso não houve espaço para esse assunto”, desvalorizou o chefe do Governo são-tomense.
“O Parlamento, como representante do povo, permitiu evitar uma situação de crise política e levar o Governo até às eleições”, disse ainda Américo Ramos, contestando a interpretação da situação que faz o ex-primeiro-ministro, Patrice Trovoada.
Este considera que existe uma situação de “rutura do sistema constitucional” e que para a solucionar o ponto-chave é a Presidente da Assembleia Nacional, que foi afastada, entre outras decisões no meio de divisões no Parlamento e conflitos deste órgão com o Tribunal Constitucional, voltar ao cargo.
“Parece-me ser interpretação do ex-primeiro-ministro, não é daquilo que é o regimento, daquilo que é a maioria parlamentar”, afirmou Américo Ramos.
Num balanço positivo da participação na cimeira, referiu ainda o facto de o evento facilitar encontros com parceiros não só da CPLP mas de toda a África “que permite estreitar mais a cooperação bilateral”.
O chefe de Governo referiu ainda que São Tomé e Príncipe teve destaque num relatório de avaliação focado no turismo, o que pode resultar em parcerias para o desenvolvimento, nomeadamente no turismo sustentável.