O Instituto Politécnico da Guarda – IPG anuncia o início a 9 de abril do programa Digital PME em empresas industriais, agrícolas, turísticas e de serviços da Região Centro.

Digital PME tem como objetivo introduzir tecnologias avançadas e integrar soluções inovadoras nos processos produtivos e de gestão de empresas com baixos níveis digitais.

O projeto, que tem a duração de dois anos, é liderado pelo IPG (40%), em parceria com a Agência para a Sociedade de Informação e do Conhecimento (ADSI), o Núcleo Empresarial da Região da Guarda (NERGA) e a Capital Douro – Associação Industrial e Empresarial, que detêm 20% cada uma.

Os membros do consórcio vão investir em conjunto 149.942 euros de verbas próprias: o valor total do projeto aprovado é de 999.614 euros.

Alinhado com as estratégias nacionais e europeias para a digitalização – como a Europa Digital, o Portugal Digital e a Indústria 4.0 – o projeto tem consignado quase um milhão de euros de verbas europeias do COMPETE 2030.

No computo das 10 candidaturas qualificadas para repartir seis milhões de euros, o consórcio do Politécnico da Guarda distinguiu-se por ficar com um sexto do montante global, mais do dobro do valor atribuído aos restantes projetos. As verbas europeias do Portugal 2030 oriundas do Programa Temático Inovação e Transição Digital do COMPETE e atribuídas ao consórcio liderado pelo IPG são 849.672 euros.

“Num contexto de forte aceleração tecnológica, muitas empresas enfrentam hoje dificuldades reais na adoção de soluções digitais avançadas”, afirma Joaquim Brigas, presidente do IPG, destacando o papel ativo da instituição nesse processo, “ajudando a modernizar o tecido empresarial, a reforçar a competitividade da Região Centro e a criar mais valor a partir do interior do país”.

Joaquim Brigas revela ainda que “as empresas da região da Guarda e as startups instaladas na incubadora do Politécnico da Guarda estarão entre as primeiras a beneficiar deste projeto.

“O que o IPG está a demonstrar é que sabe mobilizar parceiros, aproximar conhecimento e empresas, e transformar essa articulação em qualificação, inovação e desenvolvimento económico no interior”, salienta.