Portugal poupou quase 200 milhões de euros em fevereiro ao usar mais energias renováveis, em vez de fontes fósseis ou comprar mais energia a Espanha.

Juntando os 700 milhões de euros de janeiro, o país poupou 900 milhões de euros só este ano, usando energias renováveis em detrimento do uso de gás nas centrais de ciclo combinado.

As contas são da Associação Portuguesa de Energias Renováveis (Apren) e revelam a importância do crescimento da eletricidade verde em Portugal.

“O contributo do setor renovável refletiu-se igualmente em poupanças significativas de serviço ambiental. Apenas em fevereiro, o país evitou gastos de 48,8 M€ na importação de gás natural, 101 M€ na importação de eletricidade e 44 M€ na aquisição de licenças de emissão de CO2”, segundo a Apren, referindo ao mês de fevereiro.

A eletricidade renovável em Portugal superou os 77% na produção nacional durante o mês de fevereiro.

Num mês marcado por várias tempestades e com as barragens em Portugal a atingirem máximos, a energia hídrica liderou, pesando 37% do total. Segue-se a energia eólica, com 31% e a solar com apenas 5%.

O consumo de eletricidade em Portugal continental foi abastecido exclusivamente por geração renovável durante 196 horas não consecutivas.

Portugal foi o terceiro país da UE com mais peso das renováveis em janeiro e fevereiro (79%), apenas atrás da Noruega e da Dinamarca, cada um com mais de 90%.

A produção nacional disparou 20% face a fevereiro do mês anterior, com a energia eólica a ser chave para colmatar esta subida.

No mercado ibérico, o preço grossista da eletricidade atingiu 5,1 euros/MWh em fevereiro. Desde o início do ano, que o preço médio está nos 42,4 euros/Mwh, menos 58% face a período homólogo.

A potência renovável pesa mais de 80% na capacidade total instalada em Portugal.