A politóloga Sílvia Mangerona considerou precoce André Ventura proclamar-se líder da direita após os resultados eleitorais. A análise surge no contexto de uma disputa pelo espaço político à direita do espectro partidário português.
Segundo a especialista, a afirmação do líder do Chega carece de uma consolidação mais ampla e de uma base eleitoral estável que legitime tal posição de liderança indiscutível. Mangerona sublinha que o panorama da direita permanece fragmentado e em processo de redefinição.
Esta declaração ocorre após as eleições legislativas de 2026, que revelaram uma alteração significativa no mapa político nacional, com o Chega a registar um crescimento substancial, mas sem alcançar uma hegemonia clara no campo ideológico que representa.
A politóloga argumenta que a construção de uma liderança duradoura requer mais do que resultados eleitorais pontuais, implicando a capacidade de agregar diferentes correntes e estabelecer um projeto político coerente e unificador.