António José Seguro venceu a primeira volta das eleições presidenciais de 2026 com 31,14% dos votos, posicionando-se como o grande favorito para o segundo escrutínio. Na segunda volta, que se realizará a 2 de fevereiro, o candidato socialista irá defrontar André Ventura, que obteve 24,78% dos votos.
André Ventura lançou imediatamente a campanha para a segunda volta, enquadrando-a como uma batalha decisiva entre “o espaço socialista e o não-socialista”, procurando capitalizar o eleitorado de direita e centro-direita.
Do lado dos derrotados, a noite foi particularmente amarga para a coligação de direita. João Cotrim de Figueiredo, candidato apoiado pela coligação PSD/CDS-PP, criticou a escolha que resta aos eleitores e responsabilizou diretamente o primeiro-ministro e líder do PSD, Luís Montenegro, por um erro estratégico. Segundo Cotrim de Figueiredo, a decisão de avançar com uma candidatura própria, em vez de apoiar uma figura consensual como Marques Mendes, abriu caminho para a vitória de um Presidente socialista.
Luís Montenegro sofreu uma clara derrota por contágio. A sua aposta política falhou redondamente, com o candidato por si apoiado, Marques Mendes, a ficar-se pelos 11,32% dos votos, um resultado muito abaixo das expectativas que coloca sérias dúvidas sobre a liderança de Montenegro à frente do partido e do governo.
Com estes resultados, a segunda volta das Presidenciais de 2026 configura-se como um duelo polarizado entre o socialista António José Seguro e o candidato da direita populista, André Ventura, com o futuro político de Luís Montenegro profundamente em jogo.