A lei portuguesa não autoriza mercados de apostas sobre eleições, mas a plataforma Polymarket (que está bloqueada em países como Reino Unido, França e Alemanha) continua ativa em Portugal. A corrida a Belém é um dos mercados que mexe com mais dinheiro, mas o site não tem licença para operar em Portugal. Politólogos dividem-se sobre risco de “manipulação política” e avisam que mercado de previsões “não é um retrato das intenções de voto”.

O volume de apostas nas eleições presidenciais portuguesas já ultrapassou os 90 milhões de euros, um valor significativo que destaca o interesse internacional neste tipo de eventos políticos. Contudo, esta atividade é ilegal em território nacional, uma vez que a legislação portuguesa proíbe expressamente a criação de mercados de apostas relacionados com eleições ou resultados políticos.

A plataforma Polymarket, onde estas apostas são realizadas, é acessível a utilizadores portugueses, apesar de estar bloqueada em vários outros países europeus devido a preocupações regulatórias. A sua operação em Portugal ocorre sem qualquer tipo de licença ou supervisão pelas autoridades nacionais de jogo.

Especialistas em ciência política apresentam opiniões divergentes sobre os potenciais riscos. Alguns alertam para o perigo de manipulação política, onde grandes volumes de dinheiro poderiam ser usados para influenciar a perceção pública sobre um candidato. Outros sublinham que estes mercados de previsão refletem expectativas e probabilidades percebidas, não devendo ser confundidos com sondagens ou intenções de voto reais da população portuguesa.