Quarenta anos depois, Portugal prepara-se para regressar às urnas para uma segunda volta de eleições presidenciais. Em 1986, o frente a frente foi entre Freitas do Amaral e Mário Soares. O episódio é retratado no livro “A Segunda Volta. 1986: As eleições que mudaram o país”, de João Reis Alves.
O livro analisa o contexto histórico e político daquele momento decisivo, contrastando a natureza da disputa de 1986 com a polarização atual, simbolizada por figuras como André Ventura e Pedro Nuno Santos. A obra destaca como, apesar das diferenças ideológicas, o confronto entre o candidato do centro-direita, Diogo Freitas do Amaral, e o socialista Mário Soares ocorreu num quadro de maior respeito institucional e menor clivagem social do que se verifica nas dinâmicas políticas contemporâneas.
Esta reflexão histórica surge num momento em que o país se prepara para novas eleições presidenciais, levantando questões sobre a evolução do debate político e do papel da Presidência da República na democracia portuguesa.