O ministro das Finanças afirmou que a prioridade do executivo é a reconstrução do país, sublinhando, no entanto, que o equilíbrio das contas públicas não pode ser negligenciado. “É muito importante manter o equilíbrio das contas públicas, mas também é muito importante acudir a estas pessoas na emergência”, declarou o governante, referindo-se às populações afetadas por catástrofes naturais.
A declaração surge num contexto de pressão orçamental, onde a necessidade de investimento na reconstrução de infraestruturas e apoio às vítimas se confronta com os objetivos de consolidação orçamental. O Governo defende que é possível conciliar ambas as prioridades, garantindo o apoio imediato sem comprometer a sustentabilidade financeira a médio prazo.
Analistas económicos alertam que um aumento significativo do défice, sem medidas compensatórias, poderá ter repercussões na confiança dos mercados e na avaliação das agências de ‘rating’. O debate sobre o ritmo e o financiamento da reconstrução nacional continua no centro da agenda política.