O PS e o PSD acordaram adiar para maio a eleição dos novos juízes do Tribunal Constitucional, num processo que envolve também a nomeação do próximo Provedor de Justiça. Tiago Antunes, antigo adjunto do primeiro-ministro António Costa, foi proposto pelo PS e a sua candidatura ao cargo de Provedor de Justiça foi subscrita pelo PSD.

O acordo entre os dois maiores partidos estabelece que a substituição de quatro juízes do Tribunal Constitucional, cujos mandatos terminam em maio, será feita de forma repartida. O PSD, o Chega e o PS terão cada um direito a nomear um juiz. O quarto lugar será preenchido por um nome proposto pelo PSD, após um entendimento prévio com o Partido Socialista.

Esta movimentação política ocorre num contexto de renovação de altos cargos do Estado, com o cargo de Provedor de Justiça, atualmente ocupado por Maria Lúcia Amaral, também em aberto. A candidatura de Tiago Antunes, figura próxima do ex-governo socialista, agora com o aval do PSD, ilustra um entendimento bipartidário em torno de nomeações chave para a justiça e os órgãos de soberania.