O Partido Socialista (PS) rejeitou qualquer tentativa de ser excluído do processo de eleição dos juízes do Tribunal Constitucional. O secretário-geral adjunto do PS, José Luís Carneiro, afirmou que tal cenário seria “inaceitável”, sublinhando que o mesmo princípio se aplicaria se um dia o PSD se visse numa situação semelhante.

“Seria inaceitável, e seria inaceitável se um dia fizéssemos isso ao PSD”, declarou Carneiro, enfatizando a importância da participação de todos os partidos com assento parlamentar num processo tão crucial para a independência e legitimidade do órgão máximo de justiça constitucional.

A posição do PS surge no contexto de debates sobre a renovação dos magistrados do Tribunal Constitucional, um processo que requer um consenso alargado entre as forças políticas representadas na Assembleia da República. A recusa em ser marginalizado neste processo reflete a defesa do partido pelo normal funcionamento das instituições e pelos mecanismos de consenso estabelecidos.