O Partido Social Democrata (PSD) vai eleger o seu novo líder em maio, num processo que, pela primeira vez, alarga o universo de votantes a todos os militantes ativos do partido. A decisão está prevista no regulamento do Congresso, que estabelece que, caso exista mais do que uma candidatura à liderança, o partido realiza uma convenção antes das eleições diretas.
Esta alteração representa uma mudança significativa na forma como o PSD escolhe o seu líder. Até agora, o processo era mais restrito. Com a nova regra, terão direito a voto todos os militantes que tenham a sua quota em dia e que tenham efetuado o pagamento nos últimos dois anos, sendo considerados “militantes ativos”.
O alargamento do colégio eleitoral pretende aumentar a participação interna e a legitimidade do próximo líder, envolvendo diretamente a base do partido numa decisão crucial para o futuro do PSD. A convenção, que antecederá as diretas, servirá para apresentar e debater os projetos e candidaturas.
A eleição acontece num momento de definição estratégica para o principal partido da oposição, marcando o início de um novo ciclo político.