A bolsa de Lisboa fechou o dia a registar perdas, com uma queda de 1,16% para 8.779,01 pontos.
A liderar as perdas ficou o BCP, com uma queda de 3,65% para 0,8982 euros, seguido da Jerónimo Martins que desceu 2,31%, para 20,30 euros. A NOS perdeu 1,19% para 4,555 euros, a EDP Renováveis derrapou 0,99% para 13 euros, a EDP deslizou 0,95% para 4,278 euros e a Sonae recuou 0,54% para 1,8360 euros.
Em contraciclo, os CTT subiram 1,84%, para 7,21 euros, a Ibersol ganhou 0,47% para 10,70 euros, a Corticeira Amorim aumentou 0,44% para 6,86 euros, a Teixeira Duarte somou 0,21% para 0,4880 euros e a Galp avançou 0,12% para 17,01 euros.
As principais praças europeias fecharam em terreno negativo, com o Ibex35 a tombar 2,15% para 17.714,16 e o CAC40 a descer 0,29% para 8.238,17 pontos.
O analista de mercados do Millennium Investment Banking, Ramiro Loureiro, afirma que “foi uma sessão negativa para as bolsas europeias, com o ambiente de correção que se vive em Wall Street a agravar o sentimento deste lado do Atlântico, no dia em que o BCE e o Banco de Inglaterra agiram sem surpresa e mantiveram inalterada a taxa de juro de referência para a Zona Euro e Reino Unido, respetivamente”.
“A reação negativa à divulgação da Alphabet de que irá efetuar mais gastos de capital em 2026 do que no conjunto dos três últimos anos, podendo chegar aos $185 mil milhões, muito acima do antecipado pelos analistas, parece ter agravado os receios dos investidores de que os avultados investimentos em IA possam não vir a gerar o retorno esperado, ainda que tenha gerado entusiasmo nas empresas ligadas à indústria de semicondutores. Setores cíclicos como o de recursos naturais, banca, automóvel e energético foram os mais castigados”, refere.
No mercado do petróleo o texano WTI desce 2,44%, fixando o preço do barril nos 63,53 dólares e o Brent perde 2,51% para 67,72 dólares. O gás natural derrapa 0,35% para 3,452 dólares.
No mercado cambial o euro deprecia 0,03% face ao dólar, fixando-se nos 1,1801 dólares.