A Galp viu a sua refinação afundar na reta final de 2025 com a manutenção programada na refinaria de Sines.
O processamento de matérias-primas afundou 56% no quarto trimestre tanto em termos anuais como em cadeia para 9,9 milhões de barris equivalentes de petróleo.
Há um ano e no trimestre anterior, a produção era de mais de 22 milhões de barris, revelou a petrolífera esta segunda-feira, divulgando os resultados operacionais dos três últimos meses de 2025.
Já a produção de petróleo e gás da Galp subiu 2% no quarto trimestre de 2025 face a período homólogo para 113 mil barris diários.
Deste total, 87% corresponde à produção de petróleo, com o restante a ser gás natural.
Já o fornecimento de produtos petrolíferos afundou 21% para 3 milhões de toneladas face a período homólogo, com este segmento a incluir vendas para o retalho. Face ao trimestre anterior, tombou 26%.
Por seu turno, a margem de refinação subiu 32% em termos anuais para 6,9 dólares por barril, mas afundou 27% face ao trimestre anterior.
Já as vendas de produtos petrolíferos caíram 4% anualmente para 1,8 milhões de toneladas, mas recuaram 11% face ao trimestre anterior.
As vendas anuais de gás natural no retalho desceram 1%, com as vendas de eletricidade a subirem 2%.
Já a capacidade de energia renovável subiu 11% para 1,7 gigas. A produção de energia verde subiu 3% para 356 Gwh. O preço de venda recuou 30% em termos anuais para 50 euros/MWh, mas subiu 30% face ao trimestre anterior.
No quarto trimestre de 2025, o euro valorizou 9% face ao dólar, com os preços do barril de Brent a afundarem 15% para quase 64 dólares face a período homólogo. Já os preços do gás natural na Europa, afundaram 30% para 30 euros/MWh, com os preços ibéricos do gás a recuarem mais de 30%.
Os preços grossistas da eletricidade na Ibéria recuaram mais de 20% com os preços da energia solar a afundarem 40%.
A companhia apresenta os seus resultados financeiros de 2025 no dia 2 de março.