O presidente da Comunidade Intermunicipal da Região de Leiria (CIMRL), Jorge Vala, afirmou que a primeira Presidência Aberta de António José Seguro nas zonas afetadas pela tempestade Kristin é uma oportunidade crucial para manter o foco na recuperação da região e evitar que o tema caia no esquecimento.
“A tempestade Kristin foi de tal forma violenta, e deixou-nos tão abalados, que é fundamental, dois meses depois, que este tema não passe ao esquecimento. A vinda do senhor Presidente representa isso mesmo: além do sinal, é manter a região de Leiria em foco até que nos consigamos reerguer”, sublinhou o também presidente da Câmara de Porto de Mós (PSD).
A Presidência Aberta, agendada para a semana de 06 de abril, abrangerá os distritos de Castelo Branco, Coimbra, Leiria e Santarém, áreas duramente atingidas pelas intempéries que causaram danos humanos e materiais significativos.
Jorge Vala espera que a visita do chefe de Estado sirva para reforçar, perante o Governo, a dimensão da destruição ocorrida. Considerando António José Seguro “uma pessoa de terreno e da região”, o autarca vê na iniciativa o propósito de estar próximo das populações, comunidades e autarcas, um gesto que, “só por si, já evidencia uma preocupação”.
O presidente da CIMRL acredita que, durante a visita, o Presidente da República terá oportunidade de constatar a evolução dos trabalhos e ver “algumas das empresas que já estão a reerguer-se, mesmo em condições ainda provisórias”. Espera ainda que Seguro utilize o seu poder institucional para “voltar a dizer ao país” que a região precisa de apoio, mas que está “no caminho de se reerguer”.
Relativamente aos apoios, Jorge Vala revelou esperar que os cerca de 75 milhões de euros destinados aos municípios cheguem rapidamente e que as câmaras municipais estejam a agilizar os apoios às habitações. Olhando para o futuro, defendeu que o Plano de Transformação, Recuperação e Resiliência (PTRR) deve ser um instrumento efetivo para tornar a região “substancialmente mais resiliente” nos próximos oito anos.
“Ninguém perdoará se, daqui a três, quatro ou cinco anos, houver outra tempestade Kristin – e elas vão acontecer – acontecer exatamente a mesma coisa”, alertou, sublinhando a necessidade de um “investimento sério e transformador” que envolva a academia e todo o conhecimento disponível.
A CIMRL integra os municípios de Alvaiázere, Ansião, Batalha, Castanheira de Pera, Figueiró dos Vinhos, Leiria, Marinha Grande, Pedrógão Grande, Pombal e Porto de Mós.