A 14 de fevereiro de 2025, na 61ª Conferência de Segurança de Munique – um dos principais fóruns globais de geoestratégia – o vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, dinamitou os alicerces da ordem transatlântica de segurança herdada do rearranjo global saído dos escombros da II Guerra para de seguida os fazer explodir. O lado europeu deste entendimento transatlântico ficou exangue e percebeu, tardiamente (já havia bastos sinais nesse sentido), que estava entregue a si próprio e que o lado norte-americano assumia uma posição pouco mais que meramente comercial: tratava-se de vender armas e não de assegurar hegemonia securitária.

Conteúdo reservado a assinantes. Leia aqui o artigo completo. Edição do Jornal Económico de 13 de fevereiro.