
A Repsol anunciou, esta quinta-feira, que encerrou o exercício de 2025 com um resultado líquido de 1,899 mil milhões de euros, o que representa um crescimento de 8% face ao ano anterior.
No entanto, apesar da subida no lucro líquido, o resultado ajustado, que mede especificamente o desempenho dos negócios, fixou-se em 2,568 mil milhões de euros, uma contração de 15% comparativamente a 2024.
O desempenho da energética espanhola foi condicionado por um cenário macroeconómico complexo, marcado pela incerteza geopolítica e pela volatilidade nos mercados internacionais. O preço médio do barril de Brent recuou 14,5%, situando-se nos 69 dólares, o que pressionou as margens do setor.
Além disso, as contas da companhia foram impactadas pelo apagão geral ocorrido em Espanha no passado dia 28 de abril, um evento extraordinário que somou desafios operacionais num ano já definido pela instabilidade económica.
O Diretor Executivo da Repsol, Josu Jon Imaz, destacou a resiliência da empresa: “2025 foi mais um ano de sólido desempenho para a Repsol, com avanços significativos em todas as nossas prioridades”. O gestor sublinhou ainda que, perante as mudanças regulatórias e geopolíticas, a tecnológica irá atualizar as suas métricas operacionais e financeiras, mantendo, contudo, os princípios estratégicos inalterados.