O debate e os discursos dos candidatos à Presidência da República revelaram estratégias opostas. Pedro Nuno Santos, apoiado pelo PS, centrou a sua mensagem na união e na defesa da democracia, enquanto André Ventura, apoiado pelo Chega, optou por um ataque frontal ao Partido Socialista.
Durante os seus discursos e no debate direto, André Ventura utilizou as figuras de António Guterres, José Sócrates e António Costa para atacar Pedro Nuno Santos, procurando vincular o candidato socialista aos governos anteriores do PS.
Do outro lado, Pedro Nuno Santos defendeu a ideia de que pretende “unir os portugueses” e vincou que “todos somos democratas”. No debate, o candidato apoiado pelo PS lembrou ainda a André Ventura a sua tese académica sobre a “estigmatização” de imigrantes e salientou que é o candidato com “mais atividade partidária” neste século.
Os confrontos evidenciam um eixo central da campanha: a tentativa de Ventura em nacionalizar a eleição como um referendo anti-PS, contra a estratégia de Seguro em apelar a um consenso alargado e à defesa das instituições democráticas.