O antigo primeiro-ministro José Sócrates pediu ao Tribunal Central de Instrução Criminal um prazo de quatro meses para que o seu novo advogado possa preparar a defesa, após a renúncia da advogada Sara Leitão Moreira na terça-feira. “Eu não sou responsável pela decisão dos meus advogados”, afirmou Sócrates, acrescentando que se considera “a vítima disto tudo”.
O pedido de adiamento surge num momento crítico do processo, que se encontra na fase de instrução. A saída da advogada Sara Leitão Moreira, que integrava a equipa de defesa há vários anos, força uma reconfiguração da estratégia jurídica. O tribunal terá agora de analisar o pedido de Sócrates e decidir se concede o período solicitado para a nova preparação da defesa.
Esta não é a primeira alteração significativa na equipa de defesa de José Sócrates, que enfrenta acusações de corrupção, branqueamento de capitais e fraude fiscal no âmbito da Operação Marquês. O desenvolvimento sublinha as complexidades e os imprevistos que podem marcar processos judiciais de longa duração e elevada complexidade.