A Afrikanizm Art, que representa mais de 200 artistas de 18 países, viu a sua faturação crescer 172% para 300 mil euros no final de 2025, ano em que deu início à revenda de obras históricas e de coleção. Para 2026, as metas de faturação e rede de artistas estão estabelecidas: 1.2 milhões de euros e mil artistas.

Num comunicado enviado ao Jornal Económico (JE), a startup luso-angolana revela que está prevista a entrada física da Afrikanizm Art no Brasil, Dubai e Macau, todos eles “mercados de alta liquidez”. Hoje, com parcerias em Lisboa, Nova Iorque, Paris, Lagos, Lituânia, a empresa ambiciona atingir as 80 galerias e 100 colecionadores estratégicos até ao final de 2026.

Em termos de mercado, Angola, EUA e Portugal lideram o volume de compras, seguidos dos mercados francês e italiano, num total de 48 nacionalidades.

A startup fundada por João Boavida dedica-se à conexão, desde 2021, de artistas emergentes em África, colecionadores e galerias de arte contemporânea africana, afro-americana e afro-brasileira (Black Art), apostando também em exposições coletivas e individuais, tanto no formato online como offline.

Em setembro do ano passado, a Afrikanizm Art anunciou várias parcerias estratégicas com galerias internacionais em sete países: Alessandro Berni Gallery (Nova Iorque, EUA), Gallery Soview (Acra, Gana), Lis10 Gallery (Paris, França; Hong Kong, China; Arezzo, Itália), The EAAE Gallery (Estetino, Polónia), This is Not a White Cube (Lisboa, Portugal; Paris, França).

“Estas parcerias representam um passo estratégico para a Afrikanizm e para todo o ecossistema de Black Art. Mais do que expandir a nossa presença global, estamos a criar oportunidades concretas para que artistas, galerias e colecionadores se conectem num ambiente de confiança, visibilidade e impacto”, afirmou, na altura, João Boavida.

“Acreditamos que a arte africana, afro-americana e afro-brasileira merece ocupar um lugar central no mercado global, e estas colaborações são fundamentais para profissionalizar, valorizar e amplificar as vozes dos criadores. Ao unirmos esforços com galerias de referência, estamos a fortalecer um movimento que transforma narrativas, gera valor económico real e promove um mercado de arte mais inclusivo e sustentável”, acrescentou o fundador da Afrikanizm, citado em comunicado.

Este ano, a Afrikanizm Art irá desempenhar um papel relevante na 4.ª edição da Bienal Black Art Brasil, assumindo-se como o braço tecnológico do evento através da promoção digital.

Recuando a 2025, destacam-se as exposições promovidas no Seixal “Black Lies Matter” e “Afro Renaissance”, que contaram com mais de três mil visitantes presenciais e 150 mil visitantes digitais, nomeadamente dos EUA, Reino Unido e França.