Banguecoque declarou hoje, 28 de março, ter chegado a um acordo com Teerão para permitir a passagem dos petroleiros tailandeses pelo estreito de Ormuz, praticamente paralisado desde o início da guerra lançada por Estados Unidos e Israel contra o Irão.

“Foi agora celebrado um acordo para permitir que os petroleiros tailandeses transitem em segurança pelo estreito de Ormuz, contribuindo assim para acalmar as preocupações relativas ao transporte de combustível para a Tailândia”, declarou o primeiro-ministro tailandês, Anutin Charnvirakul, em conferência de imprensa.

“Com este acordo, estamos confiantes de que não teremos de enfrentar mais perturbações como as observadas no início de março”, acrescentou.

Os países do Sudeste Asiático estão a sofrer as consequências das dificuldades de abastecimento de combustível provocadas pela guerra do Irão.

Depois de ter sido inicialmente limitado a 30 bahts (0,79 euros) por litro pelo Governo, o preço do gasóleo aumentou esta semana seis bahts por litro. A escassez e as filas de espera são cada vez mais frequentes nas estações de serviço.

Um navio mercante tailandês foi atacado em 11 de março quando navegava no estreito de Ormuz. Três dos tripulantes continuam desaparecidos.

A Guarda Revolucionária iraniana anunciou na sexta-feira ter obrigado três porta-contentores a voltarem para trás no estreito de Ormuz, precisando que esta rota estratégica estava fechada a navios provenientes ou com destino a portos ligados “ao inimigo”.

O tráfego no estreito de Ormuz, por onde normalmente transita 20% do petróleo bruto mundial, caiu 95% em relação ao normal entre 01 e 26 de março, de acordo com a plataforma de monitorização marítima Kpler.

Desde 01 de março de 2026, 24 navios comerciais, incluindo 11 petroleiros, foram atacados ou relataram incidentes no Golfo, no estreito de Ormuz ou no golfo de Omã, de acordo com a agência britânica de segurança marítima UKMTO.