A Spotlite, tecnológica portuguesa especializada em spacetech, anunciou a sua participação num consórcio vencedor de um contrato de 8 milhões de euros com o Governo brasileiro. Em parceria com a SISCON e a Única, a empresa será responsável pela monitorização por satélite de 5.300 pontes sob gestão do DNIT (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes).
O projeto permitirá que mais de uma centena de engenheiros brasileiros aceda a dados em tempo real sobre o estado estrutural das pontes.
Através da plataforma da Spotlite, é possível detetar alterações milimétricas e antecipar riscos como deformações ou movimentos de terreno, facilitando a tomada de decisões críticas e a manutenção preditiva, especialmente em cenários de condições climáticas adversas.
A Spotlite chega a este contrato após um período de intensa atividade em Portugal. Durante o passado mês de fevereiro, a empresa foi peça-chave no apoio a entidades públicas e privadas, monitorizando os sinistros causados pela sucessão de tempestades que fustigaram o país.
“A nossa solução permite que os gestores de infraestruturas críticas monitorizem alterações milimétricas em tempo real”, explica Ricardo Cabral, CEO da Spotlite. “O serviço torna-se ainda mais relevante diante das frequentes ocorrências climáticas que têm impactado tanto a Europa quanto o Brasil.”
Fundada por Ricardo Cabral e Martino Correia, a Spotlite transforma imagens de observação da Terra em informação acionável. A sua tecnologia elimina a necessidade constante de sensores físicos no local, reduzindo custos e aumentando a segurança em redes elétricas, rodoviárias e ferroviárias.
A empresa, que fechou em dezembro de 2025 uma ronda de investimento Seed de 3,5 milhões de euros (liderada pela Indico Capital Partners e Explorer Investments), utiliza agora estes recursos para consolidar a sua presença na Europa, América do Sul e Estados Unidos.
O financiamento também permitirá expandir ainda mais a presença da Spotlite na Europa, Estados Unidos e América do Sul, consolidando a sua posição como referência em soluções de monitorização de infraestruturas com inteligência artificial.
O mercado global de “observação da Terra como serviço” está em plena ascensão, com uma previsão de valorização de 20,1 mil milhões de euros até 2033.