As recentes intempéries deixaram um rasto de destruição em milhares de casas e, neste caso, os especialistas da TwinklOO explicam como navegar nos processos de seguro e aceder a apoios públicos.
As sucessivas tempestades que fustigaram Portugal nas últimas semanas colocaram à prova a resistência de milhares de habitações e a estabilidade financeira de muitas famílias. Perante o cenário de danos estruturais e infiltrações, a TwinklOO, especialista em intermediação de crédito, lançou um conjunto de orientações estratégicas para ajudar os sinistrados a agirem com rapidez e segurança.
Para João Nunes, gestor de Formação e Auditoria da TwinklOO, a clareza é a ferramenta principal neste momento. “Num cenário de crescente imprevisibilidade climática, é essencial que as famílias tenham acesso a informações claras sobre o que fazer após um sinistro. A nossa prioridade é garantir segurança e transparência”, afirma.
Bruno Garcia, head of operations da marca, reforça que o objetivo destas diretrizes é “ajudar a reduzir incertezas e tornar o processo mais simples para quem está a lidar com uma situação, já por si, exigente”.
Para garantir que os direitos dos proprietários são acautelados, os especialistas recomendam os seguintes passos:
- Validar a Cobertura Multirriscos: Nem todos os danos são iguais. É crucial confirmar se a apólice cobre fenómenos da natureza (vento forte, queda de árvores ou infiltrações diretas) e verificar as franquias aplicáveis.
- Prevenção de Danos Adicionais: Após garantir a segurança física, devem ser tomadas medidas para evitar que o prejuízo aumente (como tapar áreas expostas). Estas ações são geralmente aceites pelas seguradoras, desde que não impeçam a peritagem.
- Documentação e Prazos: A participação deve ser feita, preferencialmente por escrito, num prazo que ronda habitualmente os oito dias. Fotografias, vídeos e faturas de bens danificados são provas fundamentais.
- Cuidado com as Reparações: Obras estruturais não devem avançar antes da peritagem. Intervenções definitivas sem validação prévia podem comprometer o pagamento da indemnização.
- Casas com Crédito Habitação: No caso de casas com crédito habitação, a indemnização pode ser paga diretamente ao banco ou libertada de forma faseada ao cliente. É essencial clarificar este modelo junto da instituição financeira.