A academia e as empresas estão muitas vezes de costas voltadas. As universidades acusam as empresas de terem uma visão de curto prazo e de serem avessas ao risco científico; por sua vez, as empresas apontam às instituições académicas lentidão, burocracia e um afastamento do mundo real. O paradoxo é evidente: pede-se inovação, mas investe-se pouco; desejam-se resultados, mas evita-se a incerteza que a investigação implica.

O Governo português quer juntar os dois mundos através de uma nova reforma criando a Agência para a Inovação ao Quadrado (AI2). O debate aconteceu na terça-feira, 24 no Técnico Innovation Center. No entanto, faltou um protagonista essencial à mesa onde se discutiu o futuro do sistema: a indústria. Durante o encontro, Jorge Portugal, diretor-geral da Associação Empresarial para a Inovação (COTEC), fez um exercício simples.

Conteúdo reservado a assinantes. Leia o artigo completo aqui. Edição do Jornal Económico de 27 de fevereiro.