“Estou muito feliz por ter ajudado a salvar o TikTok! Agora vai ser propriedade de um grupo de grandes patriotas e investidores americanos, o maior do mundo, e será uma voz importante”, disse Trump, esta quinta-feira, numa mensagem na sua rede social Truth.
Os novos proprietários da popular rede, entre os quais estão a Oracle, MGX, Silver Lake e o bilionário Michael Dell, controlarão mais de 80% da entidade, garantindo a continuidade da aplicação nos Estados Unidos, de acordo com a empresa-mãe.
Desde 2019, o TikTok enfrentou tentativas de bloqueio por parte de legisladores, universidades, o Exército e a Casa Branca, num período de disputa tecnológica e comercial entre os EUA e a China. A aplicação foi alvo de ameaças de proibição e um apagão temporário de 14 horas.
Trump disse agora que a rede social “entre outros fatores, foi responsável pelo meu sucesso com o voto jovem nas eleições presidenciais de 2024”.
E que só espera que “no futuro, aqueles que usam e amam o TikTok se lembrem de mim”. Ele também agradece aos membros da sua administração pela ajuda demonstrada para chegar a este acordo.
“Também gostaria de agradecer ao Presidente Xi, da China, por trabalhar connosco e, finalmente, aprovar o acordo. Ele poderia ter tomado a decisão contrária, mas não o fez, e agradecemos sua decisão”, concluiu o líder norte-americano.
A rede social de partilha de vídeos curtos prometeu hoje que a nova empresa conjunta que estabeleceu nos Estados Unidos para evitar a sua proibição no país “operará sob salvaguardas definidas que protegerão a segurança nacional”.
Estes mecanismos contemplam “proteções integrais de dados, segurança de algoritmos, moderação de conteúdo e garantias de software para os utilizadores nos EUA”, indicou a empresa, em comunicado.
A venda foi antecipada em 18 de dezembro de 2025, informando-se na altura que três entidades terão 45% das participações, enquanto cerca de 33% ficarão nas mãos de subsidiárias dos principais investidores por etrás da ByteDance, que manteria o controle de aproximadamente 18% do restante das ações.
Utilizadores e influenciadores organizaram protestos e campanhas, durante o longo limbo jurídico, para manter ativa a plataforma, que conta com mais de 200 milhões de utilizadores nos Estados Unidos e se assumiu como um terreno importante na disputa entre as duas potências.