O UBS está a ser aconselhado pelo Parlamento suíço a moderar as atividades de lobby na disputa que tem travado com o governo suíço, noticia o Financial Times.

Os parlamentares suíços aconselharam ainda o UBS a reduzir a visibilidade do CEO Sergio Ermotti na sua disputa com o governo sobre as reformas de capital.

O maior banco do país está em conflito com o governo suíço devido às reformas – cujo ponto central são as propostas para que o UBS capitalize integralmente as suas subsidiárias estrangeiras – o que poderá exigir um capital adicional de 24 mil milhões de dólares ao banco liderado por Ermotti.

O UBS adquiriu o Credit Suisse após o colapso do seu antigo rival em 2023. O governo prometeu, então, criar novas regras com o objetivo de evitar a repetição da crise e garantir que os contribuintes não seriam responsabilizados.

Citing uma pessoa familiarizada com os esforços de lobby do UBS o FT noticiou que diminuir a visibilidade pública de Ermotti não era algo que o banco considerasse.

Sergio P. Ermotti vai manter-se como CEO do Grupo até, pelo menos, ao início de 2027 e é prematuro especular sobre o momento da sua saída, disse um porta-voz do UBS em comunicado à Reuters.

Sérgio Ermotti, que supervisionou a aquisição de emergência do Credit Suisse, deveria deixar o cargo em meados de 2027, mas segundo o FT e a Reuters deverá ficar mais tempo.

O conselho de administração do UBS planeia manter Ermotti por mais tempo do que o originalmente planeado, informou o jornal suíço Neue Zuercher Zeitung no mês passado.