A Comissão Europeia anunciou o lançamento de uma consulta dirigida a interessados e especialistas para avaliar a competitividade do setor bancário da União Europeia (UE).
A iniciativa servirá de base para o relatório estratégico de 2026 sobre a competitividade bancária integrado na estratégia da União de Poupança e Investimento (SIU).
A consulta surge na sequência dos relatórios de Enrico Letta e Mario Draghi, que sublinharam a necessidade urgente de fortalecer o setor bancário europeu. Atualmente, o setor enfrenta desafios como a fragmentação do mercado, a escala limitada das instituições e uma integração transfronteiriça insuficiente, fatores que limitam a capacidade dos bancos em financiar a inovação, o investimento e o crescimento económico.
O objetivo da Comissão é identificar barreiras e aproveitar as potencialidades do mercado único para restaurar o dinamismo da economia europeia.
A consulta está aberta a uma vasta gama de entidades, incluindo, bancos de todas as dimensões e modelos de negócio; empresas de investimento e fintechs; investidores e intermediários financeiros; autoridades de supervisão, bancos centrais e entidades de resolução; Instituições académicas, centros de investigação e sociedade civil.
A Comissão Europeia apela também à participação de consumidores (particulares e empresas), enquanto beneficiários finais de um mercado bancário eficiente e integrado.
O documento de consulta inclui questões gerais e outras mais técnicas, não sendo obrigatória a resposta a todos os pontos. O período de consulta terá a duração de 8 semanas.
Para garantir a transparência do processo, Bruxelas diz que todas as contribuições devem ser submetidas através do questionário online oficial da Comissão Europeia, que ficará ativo nos próximos dias.
A Comissão Europeia atribui grande importância à recolha de dados práticos e evidências reais, pois as opiniões e experiências partilhadas pelos intervenientes do setor irão informar diretamente a análise do executivo europeu, ajudando a moldar as futuras políticas financeiras da UE e a fortalecer a economia europeia face à concorrência global.