O PSD anunciou que não dará indicação de voto na segunda volta das eleições presidenciais, numa decisão que marca um momento de viragem para o partido. O líder, Luís Montenegro, afirmou que “os portugueses escolheram-nos para governar e vamos continuar a governar”, reafirmando o compromisso do executivo apesar do resultado eleitoral.
O candidato apoiado pelo PSD, Marques Mendes, registou o pior resultado de sempre do partido numa eleição presidencial, um desempenho que está a gerar intensa discussão interna. Analistas e figuras do partido começam a questionar se este momento representa “o fim de um ciclo” no PSD, levantando dúvidas sobre a estratégia e a capacidade de mobilização do partido no atual cenário político.
A decisão de não indicar voto para a segunda volta é vista como um reconhecimento tácito da derrota e uma tentativa de evitar um desgaste maior junto do eleitorado. Montenegro procurou desviar o foco do resultado presidencial para a governação, sublinhando que o mandato do governo continua e que as prioridades são as políticas públicas.
Este episódio coloca desafios significativos ao PSD, que terá de refletir sobre a sua mensagem, a sua ligação aos eleitores e a sua estratégia para futuros atos eleitorais, num contexto político cada vez mais fragmentado e imprevisível.