O candidato presidencial André Ventura esteve esta quarta-feira em terreno tradicionalmente fértil para o Chega, no Alentejo. Contudo, a sua campanha manteve-se focada em ações mais reservadas, dedicadas à gestão do temporal que afeta o país.
Durante a sua deslocação, Ventura insistiu que o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, não deveria viajar para Madrid, mantendo o foco na situação de calamidade nacional. Recusou ainda apelar à mobilização para as eleições presidenciais de domingo, centrando a sua mensagem na necessidade de uma resposta governativa eficaz à crise meteorológica.
O líder do Chega não poupou críticas ao seu principal adversário, Pedro Nuno Santos, considerando que este seria um “Presidente de conversas à lareira”, numa alusão a um estilo de liderança que considerou ineficaz.
No final do dia, numa reflexão sobre a campanha, André Ventura admitiu que o grande receio nestas eleições seria o de “tentar e não conseguir”, classificando essa possibilidade como uma verdadeira “moenga”. A afirmação revela a perceção de uma disputa renhida e a consciência do risco de uma derrota nas urnas.