André Ventura partiu para o ataque na reação às eleições presidenciais, repetindo que o Chega lidera agora o “espaço não-socialista” em Portugal e projetando que só “por egoísmo do PSD ou da IL” não vencerá a segunda volta.
O candidato que disputará a segunda volta contra António José Seguro falou numa direita “fragmentada”, mas posicionou-se como “a liderança dessa direita” e “a única alternativa ao socialismo em Portugal”. E num ataque evidente ao resto das candidaturas daquele espetro político, Ventura pediu a confiança dos eleitores na segunda volta.
“A direita não perdeu estas eleições; a direita ganhou estas eleições”, começou por dizer. “Só perderemos estas eleições por egoísmo do PSD, da IL ou de outros partidos que se dizem de direita mas que agora querem escolher entre um socialista a quem realmente quer fazer reformas neste país.”
Antes, Ventura havia argumentado que a sua candidatura havia demonstrado ao “candidato do montenegrismo”, Marques Mendes, e a Cotrim Figueiredo, a quem acusou de defender a agenda “’woke’”, que os portugueses reconhecem o trabalho do Chega.
“Acho que é justo dizer isto: o país despertou. O país que há 40 anos não tinha uma segunda volta despertou”, afirmou. “Olhando para o mapa eleitoral, os portugueses não quiseram saber do que disse o líder do PSD ou da IL, eles acreditaram que só havia uma alternativa ao socialismo em Portugal e que nós somos essa alternativa”, continuou.
Quanto à segunda volta, o líder do Chega deixou fortes críticas a António José Seguro, que acusou de ser “o representante máximo” do oposto do que defende o partido populista de direita. Para Ventura, a eleição de 8 de fevereiro será, na realidade, a “luta do espaço não-socialista com o espaço socialista em Portugal”.
“Eu não quero voltar ao socialismo em Portugal. O socialismo destrói, o socialismo mata, o socialismo corrompe”, atirou, afirmando ainda que o PS, que apoia a candidatura de Seguro, é “o maior responsável moral pelo estado de degradação” do país.
Com os resultados já apurados, Ventura fecha a primeira volta com 23,5% dos votos, ficando assim atrás de António José Seguro, que reuniu 31,1% das preferências dos eleitores. A segunda volta está marcada para dia 8 de fevereiro.