Mais do que a quantidade de publicações no TikTok, há diferenças substanciais na forma como os políticos se adaptam (ou resistem) à gramática emocional e algorítmica. Investigadora da Universidade Nova de Lisboa estudou o comportamento dos candidatos às últimas eleições legislativas na plataforma.
O estudo, referenciado na reportagem original, analisa como a performance política no TikTok vai além dos números de seguidores ou visualizações, centrando-se na capacidade de cada candidato em dominar a linguagem própria da plataforma, que privilegia a autenticidade, a emoção e a conexão direta.
André Ventura surge como um caso de estudo, não apenas pelo volume de atividade, mas pela aparente facilidade em adotar os códigos visuais e narrativos do TikTok, contrastando com abordagens mais tradicionais ou hesitantes de outros políticos. A investigação sugere que esta adaptação ao “estilo” da plataforma pode ser um indicador mais relevante do impacto político do que as métricas quantitativas brutas.