O primeiro-ministro, Luís Montenegro, defendeu no debate quinzenal no parlamento que as urgências regionais de obstetrícia são a única solução técnica possível para responder a situações de parto iminente. Esta posição surge como resposta às críticas do Chega e do PCP sobre o encerramento das urgências de obstetrícia e ginecologia no Hospital do Barreiro.

Montenegro garantiu que o Hospital do Barreiro manterá o acompanhamento em consultas e os trabalhos de parto normais programados. “A reforma que nós estamos a empreender não elimina a resposta de ginecologia obstetrícia do Hospital do Barreiro”, afirmou, sublinhando a distinção entre cuidados programados e situações de urgência.

O objetivo das urgências regionais, segundo o primeiro-ministro, é evitar a confusão sobre a que serviço recorrer em dias de necessidade urgente iminente, conciliando os recursos humanos e técnicos disponíveis com as necessidades da população.

No plano político, Montenegro criticou a oposição, acusando-a de querer tirar “dividendos políticos” do problema em vez de apresentar soluções. Reiterou o compromisso do seu governo em colocar os interesses das pessoas em primeiro lugar, referindo os investimentos em saúde, justiça, educação, habitação, segurança e defesa.