Guerras, tempestades, variações no preço dos combustíveis e dos fertilizantes, são equações que chegam ao prato dos portugueses. Segundo a Deco Proteste, desde o início do conflito na Ucrânia, o cabaz alimentar aumentou quase 70 euros. Há quatro anos era possível comprar os mesmos 63 produtos analisados por esta Associação de Defesa do Consumidor por 183,19 euros. Hoje, já é preciso gastar 253,19 euros, mais 69,56 euros, uma diferença de 37,88%.

Porém, há alimentos que se destacam. Nuno Pais de Figueiredo, porta-voz da Deco Proteste, diz que o bacalhau é agora um artigo de luxo. “Em quatro anos aumentou 7 euros. Passou de 10,60 euros o quilo para 17,24 euros. Uma subida de 62%”. Já a curgete subiu 52%, a couve-coração 42%, o robalo 37%, o café torrado moído 32%, os ovos 31%, o peixe-espada-preto 25%, o novilho carne para cozer 25%, a alface frisada 21%, o carapau 21% e o alho seco 17%.