Sede da EDP em Lisboa

O SINDEL (Sindicato Nacional da Indústria e da Energia) e a EDP alcançaram um acordo para a atualização da Tabela Salarial de 2026 após uma série de reuniões plenárias e bilaterais.

O entendimento prevê um aumento salarial de 2,4%, aplicável também às cláusulas de expressão pecuniária, garantindo um incremento mínimo de 60 euros e um máximo de 100 euros.

O sindicato diz que este acordo ficou condicionado à aceitação, por parte da empresa, de um reforço de 60 euros no benefício de energia para os trabalhadores do regime Flex, além da atualização normal indexada. Com este ajuste, os valores fixam-se em 914 euros para o Plano EDP Flex e 1.752 euros para os trabalhadores do regime ACT/EDP 2000. Paralelamente, o limite mínimo anual da componente flexível do Plano EDP Flex foi elevado para 1.200 euros.

No plano das reivindicações sociais, o SINDEL desafiou a EDP a ir além da habitual distribuição de lucros, propondo a atribuição de um prémio extraordinário no segundo semestre. O objetivo é apoiar os colaboradores face à instabilidade económica e aos conflitos geopolíticos atuais, uma medida que o sindicato considera estar ao alcance da capacidade financeira da empresa.

Por fim, o processo de negociação ficou marcado por uma repreensão do sindicato relativamente ao novo sistema de avaliação de 2025. O SINDEL contestou as alterações na plataforma que limitam os trabalhadores a um único comentário sobre a nota atribuída, exigindo maior abertura e transparência no processo avaliativo.