Segundo os indicadores mensais dos fundos de investimento mobiliário, revelados pelo Banco de Portugal, em fevereiro de 2026, os organismos de investimento coletivo em valores mobiliários (OICVM) registaram um aumento do valor sob gestão, que atingiu os 26.618,6 milhões de euros, mais 901,6 milhões face a janeiro, correspondendo a uma subida de 3,5%. Nos fundos de investimento alternativo (FIA), o crescimento mensal foi de 4%, totalizando 967,4 milhões de euros.
O destaque vai para as aplicações em ações, com as de emitentes nacionais a valorizarem-se 9,1% e as de emitentes estrangeiros 5,1% face ao mês anterior. No domínio da dívida pública, os títulos nacionais subiram 19,8%, enquanto os estrangeiros registaram um crescimento de 5%. Já as obrigações apresentaram um desempenho misto, com queda de 4,9% nas nacionais e subida de 4,3% nas estrangeiras.
Entre as empresas com maior peso nas carteiras, a Jerónimo Martins liderou, representando 12,8% do total investido, com uma valorização mensal de 17%. Seguiram-se a Galp, com um aumento de 8,6%, e a EDP, que cresceu 19,8%.
No investimento internacional, dentro da União Europeia, destacaram-se a Schneider, a Inditex e a L’Oreal. Fora da União Europeia, os títulos mais relevantes foram da Alphabet, da Microsoft e da Samsung.
A Alemanha manteve-se como principal destino de investimento dos OICVM, absorvendo 24% do total, seguida dos Estados Unidos (14,9%) e do Luxemburgo (10,8%), enquanto Portugal recebeu 6,6% do investimento.
As sociedades gestoras com maior quota de mercado foram a Caixa Gestão de Ativos (30%), a IM Gestão de Ativos (22,7%) e a Santander Asset Management (15,2%).
Em fevereiro, iniciaram atividade novos fundos, incluindo dois fundos de investimento mobiliário aberto geridos pelo Haitong Global Asset Management e o Bankinter Obrigações EUR 2034 PPR / OICVM, gerido pelo Bankinter Gestión de Activos, especializado em obrigações de poupança reforma.