O partido Chega anunciou que vai chamar o Governador do Banco de Portugal, Mário Centeno, ao parlamento para prestar esclarecimentos sobre as condições da sua reforma antecipada. A decisão surge após declarações do líder do partido, André Ventura, que acusou o antigo ministro das Finanças de ter acordado uma “reforma antecipada com benefícios escandalosos”.

Segundo Ventura, Mário Centeno “chegou a acordo para se reformar aos 59, uma reforma antecipada com benefícios escandalosos, próxima do seu salário de 17 a 20 mil euros todos os meses”. O Chega considera que os detalhes deste acordo, que envolve um alto funcionário público, devem ser totalmente transparentes e escrutinados pela Assembleia da República.

A convocatória do Governador do Banco de Portugal para uma audição parlamentar visa clarificar os termos legais e financeiros desta reforma, bem como o seu impacto nas contas públicas. O partido defende que é essencial garantir a responsabilidade e a integridade na gestão de carreiras públicas de alto nível.