O Banco Central Europeu (BCE) decidiu hoje manter inalteradas as taxas de juro na zona euro. Na sua primeira decisão após o início da guerra no Médio Oriente, esta já era uma decisão esperada pelos analistas.
Os olhos e ouvidos do setor financeiro da zona euro vão agora ficar atentos às palavras de Christine Lagarde na habitual conferência de imprensa.
O banco central garante que a guerra no Médio Oriente “tornou o ‘outlook’ significativamente mais incerto, criando riscos altistas à inflação e baixistas ao crescimento económico”.
“Vai ter um impacto material na inflação de curto prazo através de preços de energia mais elevados”, pode-se ler.
As implicações de médio prazo vão depender “tanto da intensidade como da duração do conflito e como os preços da energia vão afetar os preços ao consumidor e a economia”.
Garantindo que está “determinado em assegurar que a inflação estabilize na meta dos 2% no médio prazo”.
O conselho diz que o BCE está “bem posicionado em navegar esta incerteza”.
Num inquérito realizado pela “Reuters” junto de economistas e analistas, mais de 90% (67 em 72) consideram que o BCE deverá manter a sua taxa de juro principal nos 2% em 2026, uma previsão inalterada desde outubro.
Mas os especialistas reviram em alta a sua previsão de inflação de 1,9% para 2,3% entre o primeiro e o segundo trimestre. Para 2026, a expetativa subiu de 1,8% para 2%.
A taxa de inflação na zona euro subiu de 1,7% em janeiro para 1,9% em fevereiro.