José Luís Carneiro discursa no Congresso do PS

O secretário-geral socialista exigiu hoje à AD “que se decida” e esclareça se quer “convergências moderadas” com o PS ou acordos com o Chega, avisando que dirá um “rotundo não” a tentativas de desequilibrar o Tribunal Constitucional.

“É altura de exigirmos à AD que se decida”, desafiou José Luís Carneiro durante o seu primeiro discurso no 25.º Congresso Nacional do PS, que começou hoje em Viseu, avisando que “se o Governo escolher ventos, terá tempestades”.

Para o secretário-geral do PS, o Governo de Luís Montenegro tem que decidir se quer fazer a acordos com o Chega ou se prefere “abrir-se a convergências moderadas” com o PS.

“Há linhas que não se negoceiam. A Constituição não se relativiza. A Democracia não se instrumentaliza. Se tentarem desfigurar os equilíbrios do nosso sistema democrático, começando por tentar desequilibrar o Tribunal Constitucional, ouvirão da nossa parte um rotundo não”, avisou, numa referência ao impasse para os órgãos externos.

De acordo com Carneiro, isso não será feito “por cálculo partidário”, mas “por dever, por imperativo democrático”.