A bolsa de Lisboa encerrou a sessão desta sexta-feira em terreno negativo, tendo perdido 1% para os 9.033,06 pontos, acompanhando a tendência de queda generalizada nos mercados europeus.
As maiores quedas foram registadas pela EDP Renováveis, que cedeu 4,03% para 13,59 euros, e pela Energias de Portugal, que recuou 2,82% para 4,276 euros. Em sentido contrário, a Galp Energia somou 1,91% para 19,72 euros e a Sonae ganhou 0,95% para 1,9180 euros, travando uma correção mais acentuada.
No panorama europeu, o alemão DAX recuou 2,05%, o espanhol IBEX 35 perdeu 1,22%, e o francês CAC 40 caiu 1,60%. O sentimento negativo foi partilhado em Wall Street.
Segundo o analista de mercados do Millenium, Ramiro Loureiro, “o disparo acima do previsto dos preços no produtor do Japão, o maior detentor estrangeiro de dívida norte-americana, agravou os receios de que a escalada dos preços do petróleo devido à guerra no Irão, que dura há quase três meses, agrave as pressões inflacionistas e possa forçar os bancos centrais a um aumento das taxas de juro”.
O especialista acrescentou ainda que “pela primeira vez desde a sua emissão em 1999, a yield de obrigações soberanas do Japão ultrapassou os 4%. Portugal foi arrastado pela onda vermelha exterior, apesar da valorização da Galp, em reação à subida dos preços do petróleo, e da J.Martins, que viu a sua concorrente polaca surpreender nas contas, terem amparado a correção. Lá fora o DAX perdeu mais de 2%”.