“Idealizar, criar e aprimorar soluções inovadoras mais estimulantes para aumentar a participação ativa dos estudantes em sala de aula” é o mote do II EPIC Hackathon, que decorre nos dias 31 de março e um de abril na Escola Superior de Saúde do Politécnico de Viana do Castelo.
Em jogo estarão seis equipas, quatro com sete elementos e duas com oito participantes, num total de mais de 60 elementos representando a comunidade académica das seis instituições de Ensino Superior que compõem o consórcio EPIC – Excelência Pedagógica e Inovação em Cocriação, a saber: Politécnicos de Viana do Castelo, Cávado e Ave e Leiria e Universidades do Minho, Beira Interior e Aveiro.
As equipas, constituídas por concorrentes docentes, estudantes e técnicos pertencentes às instituições de ensino referidas, vão desenvolver em regime colaborativo “propostas viáveis e criativas” que representem uma mais-valia para a modernização pedagógica.
Este hackathon, explica Ana Teresa Oliveira, pró-presidente do Politécnico de Viana do Castelo para a Inovação Pedagógica e Flexibilidade Curricular, reflete o papel ativo de todos os parceiros na promoção de práticas inovadoras de ensino. “Ao envolver estudantes, docentes e outras entidades na cocriação de soluções para desafios reais, estamos a reforçar uma abordagem pedagógica mais colaborativa, aplicada e alinhada com as exigências do futuro”, adianta.
A iniciativa é, segundo esta responsável, classificada como um verdadeiro “laboratório de ideias, onde se transformam desafios reais em soluções concretas para uma participação mais ativa em sala de aula. Mais do que refletir sobre inovação pedagógica, os participantes são desafiados a testá-la, desenvolvendo propostas com potencial de aplicação nas instituições parceiras e impacto efetivo nos processos de ensino e aprendizagem”.
As soluções das equipas serão apreciadas por um júri, tendo em consideração parâmetros como “a pontualidade, o cumprimento de regras, a clareza, a coerência, a criatividade, a relevância, o impacto e a viabilidade”.
O EPIC Hackathon teve já um primeiro ato, tendo sido premiada a ideia ClassON, que prevê um método inovador. Resumidamente, foi idealizado um plano de aulas para um semestre. A cada cinco aulas, os alunos, organizados em grupos, criam um quizz temático com introdução, pergunta, opções de resposta, feedback positivo e negativo, e um recurso multimédia de apoio, que é inserido numa plataforma na quinta aula. Durante as aulas práticas, o docente promove atividades de mindfulness e alongamentos nos intervalos. Na última aula, todos os alunos participam num jogo com os quizzes criados e avaliam a melhor questão. Uma forma mais distendida de ensino e que mereceu o acolhimento do júri.
EPIC é financiado pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) e está integrado no Programa Impulso Mais Digital, que faz parte do projeto de Inovação e Modernização Pedagógica no Ensino Superior.