Gráfico da Bolsa de Valores

A bolsa de Nova Iorque encerrou sessão, desta terça-feira, com fortes ganhos em toda a linha e protagonizaram uma recuperação inédita desde o início do conflito no Médio Oriente, com os ativos de risco a valorizarem e os preços do petróleo a caírem e com os investidores a darem sinais de esperança de que a guerra possa estar a chegar ao fim.

O crude WTI recua 1,43% para 101,41 dólares e o Brent perdeu 3,87% para 103,23 dólares.

Assim, o Dow Jones somou 2,49% para 46.341,21 pontos, o S&P 500 ganhou 2,91% para 6.528,44 pontos e o tecnológico Nasdaq valorizou 3,83% para 21.590,63 pontos.

Wall Street registou forte alta nesta terça-feira após uma reportagem indicar que o presidente dos EUA, Donald Trump, procura encerrar a guerra no Irão. Apesar deste otimismo renovado nos principais índices americanos, estes encerraram um mês de março pessimista, com quedas de 5,38% para o Dow Jones, 5,09% para o S&P 500 e 4,75% para o Nasdaq.

Os receios em relação à inflação, a incerteza quanto à guerra com o Irão, a alta dos preços do petróleo e as preocupações com o impacto económico da inteligência artificial têm pesado sobre o mercado neste primeiro trimestre de 2026.

Hoje a agência de notícias estatal iraniana noticiou uma chamada telefónica entre o presidente do Conselho Europeu, António Costa, e o Presidente iraniano Masoud Pezeskhian, que afirmou que a República Islâmica tem “a vontade necessária para pôr fim a esta guerra”, mas apenas com garantias “para impedir que a agressão se repita”.

De acordo com uma notícia publicada na noite de segunda-feira pelo ‘Wall Street Journal’, o presidente norte-americano admitiu aos seus conselheiros que está preparado para terminar a campanha militar contra o Irão, mesmo que o Estreito de Ormuz permaneça praticamente fechado, e terá decidido reduzir as atuais hostilidades com o Irão após atingir os seus principais objetivos.

Depois Trump disse ao New York Post que os EUA “não vão ficar lá por muito mais tempo”, acrescentando que a via marítima se iria abrir “automaticamente” após a saída dos EUA da região.

(atualizada)