As quatro confederações patronais que estiverem presentes nas reuniões com o Governo, para discutir a lei laboral, acusam a UGT de querer reabrir discussão sobre pontos já fechados na negociação, de acordo com comunicado conjunto revelado este domingo.
Assim, CAP, CCP, CIP e CTP “lamentam a decisão do Secretariado da UGT, do passada dia 9, de recusar o texto que lhe foi apresentado e expressam profundo desapontamento em relação a declarações posteriores de responsáveis da UGT”.
Estas confederações realçam que o documento rejeitado “não incluía aspetos discutidos e validados na última reunião, ou seja, a rejeição unânime da UGT foi conscientemente feita sobre uma proposta que não era a mais recente e que tinha sido preparada por todas as partes, embora contendo pontos que teriam ainda de ser validados por cada uma delas”. Destacam ainda que a UGT “ignorou deliberadamente os avanços consensualizados e pretendeu reabrir à discussão pontos que já se encontravam fechados”.
Para estas confederações patronais, “o que se deteriorou, infelizmente, no fim deste processo, foi a confiança. Erodiu-se esse princípio negocial básico que é o elemento que permite que uma negociação avance apesar das divergências e das discordâncias”.
Nestas circunstâncias, estas confederações patronais encaram “com agrado a vontade publicamente manifestada pelo Senhor Presidente da República de reunir” e que nessa reunião será possível explicar detalhadamente os avanços obtidos até à última versão, na sua esmagadora maioria consensualizados, sobre a revisão das leis laborais.