Com um crescimento de 2% nas dormidas e dificuldades crónicas no recrutamento, o setor hoteleiro está a recorrer cada vez mais à externalização de serviços para garantir a qualidade operacional.
O setor da hotelaria em Portugal enfrenta um cenário de pressão crescente. Por um lado, os dados do Instituto Nacional de Estatística (INE) confirmam o dinamismo do setor, com um crescimento superior a 2% nas dormidas no último ano, atingindo um total de 82,1 milhões. Por outro, a escassez de mão de obra qualificada coloca desafios severos à continuidade das operações.
De acordo com dados da Eurofirms – People first, as maiores dificuldades de contratação concentram-se em funções vitais para o dia-a-dia das unidades hoteleiras, tais como, limpeza e arrumação, manutenção técnica e gestão de serviços operacionais.
Perante a dificuldade em preencher perfis adequados, o outsourcing surge como um modelo complementar e eficaz. Ao contrário do trabalho temporário tradicional — que responde sobretudo a picos de atividade —, o outsourcing permite a gestão integral de processos e equipas, assegurando padrões de qualidade definidos de forma contínua.
Filipe Ramos, National Leader Outsourcing do Eurofirms Group Portugal, sublinha a importância desta transição: “Num setor cada vez mais exigente, os hotéis procuram soluções que garantam consistência e qualidade operacional. O trabalho temporário mantém um papel fundamental em momentos de maior procura, mas o outsourcing permite assegurar a continuidade do serviço em áreas críticas”.
O responsável nota ainda que a adoção destes modelos tem vindo a consolidar-se ao longo do último ano, tornando-se uma tendência estrutural para as unidades que procuram maior previsibilidade e controlo de custos.