O custo de vida continua a pressionar o orçamento das famílias portuguesas. Segundo a mais recente análise da DECO PROteste, o cabaz alimentar monitorizado pela organização subiu 1,37 euros na última semana, fixando-se nos 260,89 euros.

Este aumento marca a sétima semana consecutiva de subidas, estabelecendo um novo recorde histórico desde que este acompanhamento começou.

A tendência de subida é evidente quando olhamos para os dados comparativos. Quem for hoje ao supermercado comprar este cabaz de 63 produtos gasta mais 19,06 euros (+7,88%) do que no início de 2024, mais 22,16 euros (+9,28%) do que há exatamente um ano e mais 73,19 euros (+38,99%) do que no início de 2022.

Entre 15 e 22 de abril, três produtos destacaram-se pelo salto repentino no preço: Flocos de cereais, registaram subida de 19% (para 2,78€), o café torrado moído aumentou 16% (para 5,28€/kg) e os douradinhos de peixe subiram 13% (para 5,86€).

A análise anual revela que os frescos e o café continuam a ser os itens que mais pesam no aumento do custo de vida. Face ao período homólogo do ano passado, a couve-coração disparou 60%, o carapau subiu 52% e o café torrado moído encareceu 45%.

Numa perspetiva mais alargada, desde 5 de janeiro de 2022, os aumentos são ainda mais expressivos. A carne de novilho para cozer mais do que duplicou de preço (+122%), seguida pela couve-coração (+104%) e pelos ovos, que registam uma subida de 84% desde o início da análise.