A CTT – Correios de Portugal SA recorreu à Rothschild & Co. para explorar opções sobre o futuro do Banco CTT, avança a Bloomberg.

O presidente executivo João Bento, que deverá deixar o cargo na assembleia geral anual da empresa na próxima semana, afirmou em 2024 que a CTT estava a ponderar todas as opções para o banco, incluindo uma possível venda.

A Rothschild foi escolhida após uma seleção competitiva contra várias empresas rivais, na sequência de uma abordagem não solicitada de outro banco, refere a agência.

Não está em curso qualquer processo formal de venda do Banco CTT, disseram à agência pessoas com conhecimento do assunto revelaram à Bloomberg.

A Rothschild foi selecionada pelos CTT após uma apresentação competitiva que envolveu várias empresas rivais, disseram as mesmas fontes.  O porta-voz dos CTT recusou comentar se a empresa contratou a Rothschild, que, por sua vez, também recusou comentar.

A CTT lançou o Banco CTT há cerca de uma década com 51 balcões instalados em estações de correio e desde então expandiu para mais de 200 pontos de atendimento em todo o país. Num “capital markets day” em novembro, o grupo afirmou que pretende acelerar o crescimento alargando a base de clientes de retalho e reforçando os serviços digitais.

Em 2022, a CTT acordou vender uma participação de 8,7% no Banco CTT à seguradora Tranquilidade-Generali Seguros como parte de um aumento de capital, avaliando o negócio em cerca de 290 milhões de euros (339 milhões de dólares) na altura.

O Banco CTT é um dos bancos mais pequenos de Portugal, operando num mercado dominado pela Caixa Geral de Depósitos, pelo Banco Comercial Português, pelo espanhol Banco BPI e pelo Banco Santander Totta, bem como o Novobanco que será adquirido pelo grupo francês BPCE no próximo dia 30.