O Grupo Visabeira encerrou o exercício de 2025 com um desempenho financeiro que marca um novo patamar na história da empresa. O volume de negócios consolidado atingiu os 2.727 milhões de euros, crescendo 362 milhões face ao ano anterior — uma subida de 15,3%.

Mas o número que mais se destaca é o do resultado líquido que pela primeira vez, o Grupo Visabeira superou os 100 milhões de euros de lucro, um marco simbólico e financeiro que segundo o grupo traduz anos de aposta na internacionalização e na eficiência operacional.

A rentabilidade operacional não ficou atrás. O EBITDA ascendeu a 326 milhões de euros, um crescimento de 22,9% em relação aos 265 milhões registados em 2024 — mais 60 milhões de euros num só ano. A margem EBITDA melhorou, evidenciando que o grupo não está apenas a crescer em volume, mas a fazê-lo com mais qualidade e eficiência.

Para Nuno Terras Marques, CEO do grupo, os resultados refletem “o crescimento orgânico das operações e a bem-sucedida integração das empresas adquiridas nos Estados Unidos”, que contribuíram de forma decisiva para o reforço da capacidade operacional.

“Destaca-se ainda a robustez da nossa carteira de encomendas, que atingiu um valor recorde de 6,15 mil milhões de euros em contratos assinados, assegurando elevada visibilidade e sustentação para um crescimento futuro sólido e sustentável”, acrescenta o presidente do grupo.

Carteira de encomendas em máximos históricos

A carteira de negócios atingiu 6,15 mil milhões de euros — um recorde que garante visibilidade sobre as receitas dos próximos anos e coloca o grupo numa posição de força rara no tecido empresarial português.

Esta carteira está diversificada geograficamente entre Europa e América, reforçando a resiliência do modelo de negócio face a eventuais ciclos adversos em mercados individuais.

A divisão Visabeira Global — que opera em telecomunicações, energia, tecnologia e construção — foi o grande motor do grupo, com um volume de negócios de 2.460 milhões de euros (+16,2%). As operações nos Estados Unidos destacaram-se em particular: a região americana cresceu 23,1%, atingindo 814 milhões de euros, consolidando-se como o segundo maior mercado geográfico do grupo.

A Europa (excluindo Portugal) manteve a liderança geográfica com 1.257 milhões de euros (+15,4%), enquanto Portugal cresceu 6,5% para 529 milhões e África registou 127 milhões (+7,7%).

Para além do crescimento, o grupo destacou ainda a trajetória de redução dos rácios de endividamento ao longo de 2025 — um sinal de que a expansão está a ser feita de forma sustentada e sem comprometer o balanço. “Mantivemos uma gestão financeira disciplinada e alinhada com os princípios estratégicos do Grupo”, sublinhou o CEO do Grupo.