O resultado líquido do grupo Indra atingiu, nos primeiros três meses do ano, 76 milhões de euros, um valor 28% superior ao do primeiro trimestre de 2025. A carteira de encomendas do grupo Indra atingiu 20,334 mil milhões de euros no primeiro trimestre de 2026, face aos 8,003 mil milhões de euros no período homólogo de 2025, com um crescimento significativo em todas as divisões – refere comunicado, que assim dá conta, na prática, do facto de o setor da defesa ter passado para o topo das prioridades.

As encomendas nos primeiros três meses do ano atingem 2,856 mil milhões de euros, representando um aumento de 56% face ao ano anterior, com crescimento em todas as divisões. Do mesmo modo, as receitas cresceram 15% no período em comparação com o primeiro trimestre de 2025, com aumentos anuais em todas as unidades, em particular aumentos de dois dígitos na Defesa e ATM.

O EBITDA e EBIT registam aumentos anuais de 55% e 24%, respetivamente, melhorando a rentabilidade da Indra Group em 0,7 pontos percentuais, tendo a margem EBIT atingido os 8,9% no primeiro trimestre do ano, refere o comunicado. O free cash flow (FCF) situou-se em 1,444 mil milhões de euros neste período de 2026, face aos 77 milhões de euros dos primeiros três meses do ano anterior

O balanço do primeiro trimestre de 2026 refere que 20,334 mil milhões de euros da carteira representam um aumento de 154% em comparação com os mesmos meses de 2025, “impulsionado principalmente pela Defesa (mais de 8,394 mil milhões de euros) e pela contribuição inorgânica do Espaço (a consolidação da Hispasat e da Hisdesat no total de 2,704 mil milhões de euros), com todas as outras divisões a contribuírem também para o crescimento”. O rácio entre a carteira de encomendas e as vendas nos últimos doze meses foi de 3,61x, contra 1,64x no período homólogo.

As receitas durante o trimestre aumentaram 15%, com todas as divisões a apresentarem crescimento: Espaço cresceu 393%, Defesa 33% e ATM 17%, enquanto Mobilidade e Minsait registaram aumentos de 1% cada. Espaço (+393%): as receitas dispararam, principalmente devido à contribuição inorgânica resultante da integração da Hispasat e da Hisdesat, com influência significativa das operações em Espanha e nas Américas (os serviços geridos no México, Brasil e Peru). O progresso foi também significativo na Europa, devido ao contributo inorgânico da Alemanha (Axess) e à evolução do programa Galileo. Defesa (+33%): a receitas cresceram acentuadamente, com aumentos significativos tanto em Espanha como na região AMEA, com o apoio proveniente sobretudo do aumento da actividade dos Programas Especiais de Modernização, dos Sistemas Terrestres e da área dos Veículos Terrestres (impulsionada pela contribuição ligada ao TESS), para além do progresso dos Sistemas Navais. O programa Eurofighter continuou a evoluir positivamente, enquanto o FCAS registou um declínio em relação ao ano anterior.

ATM (+17%): as receitas avançaram com aumentos de dois dígitos, particularmente nas Américas (devido a contratos como os das rádios no Brasil e no Canadá) e na região AMEA (radares nos Emirados Árabes Unidos e a renovação dos sistemas de gestão de tráfego aéreo no Vietname), com evoluções positivas noutras regiões geográficas.

Mobilidade (+1%): as receitas mantiveram-se praticamente estáveis; o crescimento foi impulsionado pelo forte desempenho das Américas (especialmente os sistemas de portagens nos Estados Unidos) e de Espanha (bilhetagem eletrónica e Sistemas Inteligentes de Transportes), enquanto foi parcialmente compensado pelas quedas na Europa (bilhetagem eletrónica na Irlanda) e na região AMEA (rede ferroviária na Arábia Saudita).