O ministro da Presidência, António Leitão Amaro, reiterou hoje que não tem qualquer envolvimento ou relação com a investigação que levou a buscas da Polícia Judiciária (PJ) na residência e empresas do seu cunhado, Ricardo Leitão Machado, suspeito de corrupção em concursos públicos para combate a incêndios rurais.

Em resposta à Lusa, o gabinete do ministro sublinhou que “o ministro não teve também intervenção em procedimentos de contratação pública de helicópteros”. A nota oficial reforça que “o ministro da Presidência não tem qualquer envolvimento ou relação com a investigação criminal tornada pública e que envolve um seu familiar”.

O gabinete acrescentou ainda que a investigação prossegue e considerou “inadmissível envolver ou culpabilizar alguém por relações familiares”. A nota finaliza afirmando que “são, por isso, caluniosas as associações de imagem ou nome do ministro em notícias de uma investigação relativamente ao qual ele não tem qualquer envolvimento”.

As buscas decorreram esta terça-feira, no âmbito de uma investigação do Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP) por suspeitas de crimes de burla qualificada, corrupção passiva e ativa e associação criminosa. Segundo a PJ, há indícios de que “os responsáveis das empresas concorrentes, após terem acesso a informações privilegiadas, combinando previamente entre si as propostas a apresentar nos procedimentos lançados, lesando os interesses financeiros do Estado”.

Esta operação está relacionada com a chamada operação “Torre de Controlo”, realizada em maio de 2024, que resultou na constituição de 12 arguidos por suspeitas de corrupção, burla qualificada, abuso de poder, tráfico de influência e fraude fiscal, todas ligadas aos concursos públicos para meios aéreos de combate a incêndios rurais.