O Partido Comunista Português (PCP) anunciou hoje a morte de José Carlos Almeida, conhecido como “o preso sem nome”, que foi o último funcionário comunista preso antes da Revolução dos Cravos, a 25 de Abril de 1974. A informação foi divulgada pela Rádio Renascença, que cita fontes do partido.
José Carlos Almeida era militante do PCP e trabalhava como funcionário partidário. Foi detido pela Polícia Internacional e de Defesa do Estado (PIDE) nos meses que antecederam a queda do regime ditatorial do Estado Novo. Durante o período em que esteve encarcerado, permaneceu sem identificação formal, o que lhe valeu a alcunha de “preso sem nome”.
A sua prisão ocorreu num contexto de forte repressão política contra opositores ao regime, especialmente membros do PCP. Com o 25 de Abril e a consequente abertura das prisões políticas, José Carlos Almeida foi libertado, reintegrando-se na vida ativa e mantendo a sua militância partidária ao longo das décadas seguintes.
O PCP recorda-o como um exemplo de dedicação à causa operária e à luta pela democracia, destacando o seu contributo para a construção de um Portugal livre. As cerimónias fúnebres decorrem em privado, por vontade da família.