O antigo primeiro-ministro e presidente da Comissão Europeia José Manuel Durão Barroso considerou que a atribuição da Ordem Europeia do Mérito a Aníbal Cavaco Silva é “extremamente justa” e, de certa forma, “também uma homenagem a Portugal”.
Durão Barroso, membro do comité de seleção responsável pela nomeação, estava “muito feliz” por ver Cavaco Silva entre os primeiros 20 laureados numa cerimónia no Parlamento Europeu, em Estrasburgo (França).
“Faço parte do júri e fiquei muito satisfeito por termos um português insigne, como o professor Cavaco Silva, a receber esta condecoração que é muito justa e que, de certa forma, também é uma homenagem a Portugal”, disse, apontando que o país, desde que aderiu à União Europeia (UE) há 40 anos, esteve sempre na primeira linha da integração europeia.
Apontando que pode “acrescentar algo do ponto de vista pessoal”, já que fazia parte do governo de Cavaco Silva quando Portugal aderiu à UE em 1986, Durão Barroso afirmou que sempre viu em Cavaco “um grande compromisso com a Europa”.
“Acho que é uma distinção extremamente justa, que de certa forma também homenageia Portugal, que está no centro da integração europeia”, reforçou, concluindo que Cavaco Silva definiu “um standard que tem sido seguido em geral pelos diferentes governos do Portugal democrático”.
O comité de seleção, composto pela presidente do Parlamento Europeu, Roberta Metsola, vice-presidentes e personalidades como Michel Barnier e Enrico Letta, justificou a distinção pelo papel de Cavaco Silva na adesão de Portugal à CEE e nas negociações do Ato Único Europeu e do Tratado de Maastricht.